A razão tem razões que a própria razão desconhece. Talvez essa seja a melhor maneira para justificar o motivo, sub-reptício, que regeu o infeliz comentário do Governador Belivaldo ao se referir ao Sintese como “radical”, por não transigir e voltar às aulas, da maneira que ele deseja, ou seja, sem nenhuma garantia de segurança.

É importante deixar claro, aqui, que ao contrário das ações do Governador, a razoabilidade sempre pautou as ações do Sintese. A prova disso é que, mesmo sendo contra às aulas remotas, em situações normais, em momento algum a categoria do magistério se opôs a ela durante o período da pandemia. Muito pelo contrário, mesmo sem nenhum apoio do Governo os professores cumpriram com seu papel e não deixaram de ministrar aulas, chegando ao ponto de comprar equipamentos e pacotes de dados da internet com o dinheiro do próprio bolso, para não prejudicar os alunos.

Ao chamar o Sintese de radical, por manter a greve pela vida, Belivaldo está desconsiderando o fato de que nem todos os professores e professoras tomaram a segunda dose da vacina. Que segundo os infectologistas a variante delta tem um impacto nas pessoas que tomaram uma dose só. Que os riscos de contaminação pela Covid-19 ainda são muito altos. Que mais de 550 mil pessoas já morreram por causa dessa pandemia no Brasil.

E tem mais, a grande maioria de epidemiologistas aponta que a queda nas mortes é um efeito positivo da vacinação, mas a reabertura e a retomada de atividades ainda estão sendo feitas antes da hora. Segundo os especialistas, o grande erro é que quando a pandemia começa a ser controlada a tendência é relaxar antes da hora. E é exatamente isso que Belivaldo está fazendo.

Ainda é preciso continuar usando máscaras, conviver em ambientes ventilados e mantendo o distanciamento social, atestam os infectologistas. A não observação dessas regras, segundo os especialistas, facilita o aparecimento de novas variantes.

Por isso, Sintese está lutando pela volta às aulas com total segurança para alunos, professores e funcionários. Isso não é radicalizar, isso é zelar pela vida humana. Radicalizar, senhor Governador, é não atentar para esses fatos. Radicalizar é usar a caneta para promulgar decreto em detrimento da saúde. Radicalizar é não se importar com quantas pessoas mais possam morrer por causa de decisões precipitadas.

Sintese: somos muitas, somos muitos, somos fortes.