Prefeitura de Itabaianinha corta salários de professores e professoras que ministraram aulas remotas

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Causou surpresa e muita indignação o ato do prefeito Danilo Carvalho e do agora ex-secretário de Educação, Thiago Carvalho em cortar os salários dos professores e professoras que continuaram ministrando aulas remotas para os estudantes das escolas municipais de Itabaianinha.

“Os professores e professoras que estão na luta em defesa da vida dos estudantes e suas famílias foram penalizados por essa gestão que mais parece um gabinete do ódio do que uma prefeitura”, afirma Maria Augusta Alves, coordenadora geral da subsede do SINTESE na região Sul.

Os educadores que não voltaram às aulas de forma presencial respeitaram a decisão das três assembleias unificadas da categoria realizadas nos dias 04 de maio, 09 de junho e 20 de julho que deliberou greve contra o retorno as aulas presenciais e que continuariam com as aulas remotas.

Mas, em Itabaianinha a gestão de Danilo de Joaldo prefere tratar o magistério com perseguição, ameaças, campanhas difamatórias e agora com corte de salários.

Desde o início da pandemia que o prefeito e do ex-secretário de Educação, que por sinal é irmão do prefeito, têm empreendido uma política de desrespeito ao magistério. Sem quaisquer discussões com a representação da categoria, aprovou na Câmara de Vereadores, próximo ao feriado natalino, alterações no plano de carreira e no estatuto do magistério que cortam direitos.

Em nenhum momento durante toda a pandemia, ofereceu condições tecnológicas aos professores e estudantes para disponibilização e acesso às aulas remotas, a exemplo do governo do Estado adotou a política do “se vire”. Deixou de pagar a regência de classe para os educadores que continuaram ministrando aulas remotas e preparam material para atividades impressas a serem entregues aos estudantes.

Apesar da lei federal que garante revisão do piso para o magistério todo o ano no mês de janeiro, em Itabaianinha a lei não foi cumprida nos anos de 2017, 2018 e 2020 e uma dívida da gestão anterior a de Danilo de 6,22% gerando emprobrecimento dos professores e suas famílias.

Em vez de assumir que não conseguiu organizar a vacinação dos professores usou as redes sociais e o fato de terem acesso à rádio local para espalhar a notícia falsa de que 40% dos educadores se recursaram a tomar vacina.

Para colocar a sociedade contra os professores e professoras espalhou em redes sociais fotos de professores e professoras em festividades como se elas estivessem acontecido durante o pandemia.

Mesmo com todas essas ações para prejudicar o magistério, o SINTESE sempre esteve aberto ao diálogo, mas com esse corte de salário nos fica a pergunta: em Itabaianinha existe uma prefeitura ou um gabinete do ódio?