Em momento de total desvalorização do magistério, governo contrata estagiários

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A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura – Seduc convocou estagiários para, segundo matéria publicada pela secretaria, “atuar como monitores de aprendizagem em aulas de reforço escolar para os estudantes, auxiliando os professores titulares das turmas”, na perspectiva do retorno às aulas presenciais, mas somente as áreas de Português e Matemática e depois de Pedagogia para auxiliar nas séries iniciais do Ensino Fundamental.

A partir da divulgação desta convocação, o sindicato tem vários questionamentos:

Como acontecerá esse reforço para os demais componentes curriculares?
Essa notícia de contratação temporária de estagiários para as áreas de Português e Matemática vem corroborar com a nossa tese de que para o retorno às aulas presenciais se faz necessário garantir a imunização dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação, as condições sanitárias e pedagógicas. Condições essas que ainda não foram garantidas pelo governo do Estado.

Por que o governo do Estado ao invés de contratar estagiários, não inicia o diálogo com o SINTESE para que a carreira dos professores e professoras da rede estadual seja recuperada?

Desde 2015, que o governo não aplica a revisão do piso do magistério respeitando a carreira, a consequência disso hoje é: não importa se a formação é em Nível Médio, Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e também não importa se você está no fim de carreira do Nível Médio (entre 25 e 30 anos) ou ter 10 anos com Mestrado, o salário inicial é o mesmo R$2.886,54 (valor do piso do magistério).

O Plano de Carreira do Magistério é uma lei estadual (Lei Complementar 16/2001) que regula como deve ser a remuneração dos professores, professoras e pedagogos que atuam nas escolas estaduais. Como foi dito anteriormente há seis anos que o governo do Estado de Sergipe desrespeita sistematicamente esta lei.

O empobrecimento do magistério da rede estadual hoje é um fato concreto. E o governo não abre um processo de negociação para a recuperar a carreira é uma política de massacre que o governo do Estado de Sergipe há anos impinge ao magistério.

“Da nossa parte reafirmamos nossa posição de estarmos abertos ao diálogo tanto para construir o processo de retorno das aulas presenciais como para a construção da retomada da Carreira do Magistério Estadual, que foi uma promessa de campanha do governador Belivaldo, afirma Ivonete Cruz, presidenta do SINTESE.