Riachão do Dantas: escolas não estão preparadas para retorno das atividades presenciais

381
No lado esquerdo da foto, professora Tina, da comissão sindical de Riachão, ao centro professora Lúcia Morais e o professor Estefane Lindberg da coordenação da subsede Centro-Sul do SINTESE

Na última segunda, dia 23, a coordenação da subsede do SINTESE na região Centro Sul e a comissão de negociação sindical do município de Riachão do Dantas se reuniram com a prefeita do município, Simone Andrade Farias Silva (conhecida como Simone de dona Raimunda) e o secretário de Educação, José Sérgio Costa França.

A representação sindical apresentou aos gestores, relatório fotográfico da situação das escolas municipais com a conclusão que a maioria dos estabelecimentos de ensino não possuí os requisitos necessários para receber aulas de forma presencial.

Na visita feita pela comissão e por membros da coordenação da subsede foi constatado que:

  • Mesmo sem funcionar a mais de um ano, a prefeitura não fez a limpeza nos reservatórios de água da maioria das escolas;
  • Foram encontrados recipientes de álcool em gel vencidos;
  • As escolas não estão adaptadas conforme o protocolo sanitário organizado pelo município;
  • Não houve montagem de equipes para o cumprimento dos protocolos de segurança;
  • Não foi realizada a desinfecção das unidades de ensino e nem dos veículos que fazem o transporte escolar.

Além das questões relacionadas aos protocolos da Covid-19 também foram constatadas situações na estrutura das unidades de ensino que põem estudantes, professores e funcionários de escola em risco.

A prefeita informou que irá sanar estes problemas em uma semana, pois o município insiste no prazo de reinício das aulas presenciais para a próxima segunda, dia 30 de agosto.

“A partir destes fatos entendemos que a maioria das escolas municipais de Riachão do Dantas não oferece as mínimas condições para que as aulas presenciais sejam iniciadas. E avaliamos que em um prazo tão curto o município não conseguirá realizar todas essas ações.  Entendemos que da forma em que estão, as escolas põem em risco a vida dos estudantes, trabalhadores da Educação e dos familiares de todos”, afirma a coordenadora geral da subesede Centro-Sul, Lúcia Morais.

O SINTESE tem buscado desde que se aventou o início das aulas presenciais de que é necessário além da completa imunização dos trabalhadores da Educação, as condições pedagógicas e de segurança sanitária.

Escola Municipal dr. José Artêmio Barreto
Escola Municipal Marieta Silveira
Escola Santo Antônio
Na maioria das escolas o álcool em gel encontrado estava vencido