Bolsonaro transformou o Dia da Independência em dia do absurdo. Pois, como se não bastasse ele, juntamente com seus apoiadores, sequestrar os nossos símbolos nacionais, promoveu também um desvio de significado. O que antes era tido como um dia para comemorar a Independência do Brasil transformou-se em um ato de pura desobediência a constituição e afronta a democracia.

Na esteira dos absurdos de Bolsonaro vem uma turma de neoliberalistas de araque tentando emplacar reformas incoerentes que só trarão ainda mais atraso ao país. Um bom exemplo disso é a reforma administrativa, a PEC-32. Porém, como os brasileiros e brasileiras já se atentaram para os danos que essa reforma administrativa pode fazer ao país, estão lutando contra ela.

Com medo de mais um fracasso retumbante do governo de Bolsonaro, Arthur Maia (DEM-BA), apresentou dia 31 de agosto um substitutivo, que, segundo ele, resolve os principais problemas da proposta original. Isso é mentira, é puro ilusionismo e tem o claro objetivo de frear o movimento pela derrota da reforma administrativa que, eles sabem e sentem, ganhou corpo nas últimas semanas. 

O substitutivo de Arthur Maia é pior do que a PEC-32 original. A manobra consistiu em tornar a letra do substitutivo bem diferente da proposta original. Mas diferente não quer dizer melhor. Pois, continua autorizando a privatização; mantém a possibilidade de perda do cargo por decisão proferida por órgão judicial colegiado, o que é um retrocesso em relação ao texto constitucional vigente, que determina sentença judicial transitada em julgado; prevê a redução de salários e jornada em 25%; dentre outras maldades. 

Por isso, dia 14 de setembro, terça-feira próxima, acontecerá o Dia Nacional de Luta contra a PEC-32 quando atos serão organizados em cada canto do Brasil e no DF. Vamos promover manifestações, audiências públicas, marchas, passeatas, mobilizando o serviço público, dialogando com a população, para fazer crescer, ainda mais, o movimento que vai barrar esse ataque ao povo brasileiro. A PEC-32 tem que ser derrotada. 

Como vocês podem perceber, os inimigos do povo estão no poder. Precisamos proteger o Brasil. Temos que interromper os ataques às instituições, à constituição e à máquina pública brasileira. Temos que interromper o Governo de Bolsonaro. Os atos antidemocráticos do dia 07 de setembro, e a carta de arrego, do dia 09, pedindo desculpas ao STF, são provas de que Bolsonaro só tem conversa. Não tem coragem. Pensa que vai ganhar no grito. Não vai! Ele não é dom Pedro I. Ele não quer nos libertar. Ele quer nos aprisionar em uma ditadura. Os gritos que vieram da Praça dos Três Poderes de Brasília e de um trio elétrico na Avenida Paulista não comoveram a nação. O golpe de Bolsonaro naufragou junto com seu Governo. A próxima carta que Bolsonaro endereçará a nação será de “adeus”. A luta continua. Fora Bolsonaro! 

Sintese: somos muitos, somos muitas, somos fortes.