Servidores de Sergipe protestam contra Governo Sanguessuga de Belivaldo Chagas

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Nos 8 anos de arrocho salarial dos servidores públicos do Estado de Sergipe, a inflação do período de 51,88% já corroeu mais da metade da remuneração dos trabalhadores. O preço do gás e dos alimentos está impossível de pagar. Neste cenário, todos os meses, os 25 mil aposentados do Governo de Sergipe têm redução salarial de 14%, e ficam sem condições de comprar remédios e cuidar da sua saúde.

Na próxima segunda-feira, dia 20 de setembro, contra o governo Sanguessuga de Belivaldo Chagas, vai ter protesto na porta do Palácio dos Despachos, a partir das 7h30 da manhã.

Diante do empobrecimento do servidor público de Sergipe que tem sobrevivido de migalhas, a política do governo Belivaldo é de aumentar a desigualdade oferecendo um paraíso de renúncia fiscal aos grandes empresários e quase uma década de salário congelado para os servidores públicos.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT Sergipe), Roberto Silva, afirmou que a manifestação pretende quebrar o silêncio do governador Belivaldo sobre a situação que os servidores estão passando.

“Além de ser uma política perversa, mostra a total incompetência deste Governo que poderia administrar os recursos do Estado impedindo a sonegação, tributando as grandes empresas, pois várias empresas tiveram lucros exorbitantes nesta pandemia. Mas ao invés de tributar os grandes, Belivaldo acha mais fácil botar a mão no bolso das idosas aposentadas e tirar todo mês 14% da aposentadoria”, denunciou Roberto Silva.

Empobrecimento da População
Compondo este cenário catastrófico, no fim de agosto a revista Valor divulgou que Sergipe possui o 5º maior bolsão de pobreza do Brasil com mais de 1 milhão de pessoas pobres, o que corresponde a 46,8% da população sergipana.

O presidente da CUT critica a política de massacre muito parecida com o projeto político de Bolsonaro no que se refere ao desprezo dos servidores públicos e massacre dos aposentados.

“É inaceitável que a população de Sergipe esteja dependendo da solidariedade familiar, esteja passando sufoco para não sucumbir com esta crise e o Governo de Sergipe fica de braços cruzados. Não faz absolutamente nada para resolver os problemas da população empobrecida. Ele precisa agir como governador, honrar o seu mandato e respeitar o servidor público que nesta pandemia salvou vidas, enfrentou a Covid e atendeu à população mesmo recebendo salário de miséria”, acrescentou Roberto.

Contra esta política de massacre e desvalorização, todas as categorias profissionais que compõem o serviço público em Sergipe devem comparecer ao protesto no esforço de acordar o governador Belivaldo Chagas para o que está ocorrendo com a população de Sergipe.

Magistério sem revisão do piso desde 2015

O caso dos professores e professoras da rede estadual é semelhante. Desde o governo Marcelo Déda que o magistério não tem a aplicação efetiva do reajuste do piso na carreira. Com exceção dos anos de 2013 e 2014, o reajuste anual do piso foi sendo aplicado para aqueles que, no período, tinham vencimentos iniciais menores que o valor do piso no momento. Isso faz com que os índices de progressão vertical (por formação) e horizontal (por tempo de serviço) se anulem, gerando distorções como educadores com formação em Nível Médio (antigo Normal) tendo o mesmo vencimento inicial de profissionais com Mestrado.

“Por isso é fundamental que os professores e professoras das escolas estaduais estejam no ato, para exigir do governador Belivaldo Chagas que cumpra do lei e reajuste o piso respeitando a carreira do magistério”, afirma a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.

Com informações de Iracema Corso – CUT/SE