Lagarto: SINTESE e administração constituem comissão para estudar recuperação da carreira do magistério

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Reunião ocorrida dia 20 de setembro onde se decidiu constituir comissão para recuperação da carreira do magistério

Nesta segunda, dia 27, será constituída uma comissão paritária formada por integrantes do SINTESE e a administração de Lagarto. O objetivo da comissão é fazer estudos orçamentários para viabilizar a recuperação da carreira do magistério da rede municipal lagartense que vem acumulando perdas nos últimos anos.

A ideia de formar a comissão foi proposta pelo sindicato em reunião ocorrida na segunda passada, dia 20, com o secretário de Educação de Lagarto. A comissão será composta por oito membros, sendo 04 representando a administração e 04 pelo sindicato.

“É fundamental que a gestão viabilize a atualização do piso do magistério respeitando a carreira, está na lei e é um direito nosso, fruto da nossa luta”, disse Genivaldo Santos, delegado sindical no município.

Vale ressaltar que a lei do piso do magistério (Lei Federal 11.738/08) foi criada com o intuito de valorizar a profissão do magistério, equiparando os salários dos professores e professoras aos de outras categorias com o mesmo nível de formação.

“Os professores e professoras sofrem com perdas, pelo não cumprimento da lei do piso por parte da prefeitura, desde o ano de 2013, fazendo com que os salários tenham, atualmente, uma defasagem de aproximadamente 26% e com os atuais índices inflacionários, a situação ficou ainda mais grave”, afirma o diretor do Departamento de Bases Municipais do SINTESE, Benizário Júnior.

O dirigente ressaltou também que a administração de Hilda Ribeiro tem a obrigação de cumprir a lei do piso, pois essa foi uma das promessas de campanha quando assinou a Carta Compromisso apresentada pelo SINTESE.

Além da valorização, o magistério lagartense também luta por condições estruturais e pedagógicas, principalmente neste cenário de pandemia.

“Nossa luta é para que se tenha nas escolas as condições de segurança e também pedagógicas para professores, estudantes e funcionários de escolas, não podemos deixar os ambientes escolares se tornarem transmissores do vírus e a administração é que tem de viabilizar essas condições”, afirmou Lúcia Morais, coordenadora geral da subsede Centro-Sul.