Belivaldo Chagas quer restringir acesso de servidor ao IPESAÚDE

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Como se não bastasse o desrespeito a direitos assegurados por lei, o massacre contra aposentadas, aposentados e pensionistas; os 8 anos sem revisão salarial e a desvalorização da carreira do magistério; agora o governo Belivado Chagas quer atacar a saúde do servidor público estadual.

Belivaldo Chagas encaminhou a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), o Projeto de Lei (PL) 224/2021 que autoriza a venda de imóveis do Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (IPESAÚDE), no interior do estado.

Ao invés de garantir melhoria no atendimento de saúde, reforma, ampliação dos prédios e mais postos de atendimento para os servidores públicos estaduais que vivem no interior, Belivaldo quer acabar com as clínicas do IPESAÚDE nestas localidades e submeter o servidor a se deslocar de sua cidade para receber tratamento de saúde em Aracaju

SINTESE solicita que deputados neguem o PL

O SINTESE entende esta situação como extremamente grave e por isso encaminhou ofício circular aos 24 deputados estaduais pedindo que eles não aprovem o PL 224, que representa um desastre e resulta no fechamento do atendimento aos servidores, que vivem no interior de Sergipe, e de suas famílias.

 O vice-presidente do SINTESE, professor Roberto Silva, avalia que o IPESAÚDE é um plano de saúde de extrema importância para a vida do servidor e faz a defesa de que os deputados estaduais façam pressão para que o Governo do Estado abra mais postos do IPESAÚDE em outras cidades do interior do estado e não restringir o atendimento apenas a Aracaju.

 “Defendemos que os deputados devem fazer pressão no sentido de o Governo abrir mais postos de atendimento do IPESAÚDE em outras cidades do interior, como em de Nossa Senhora da Glória e Neópolis. Além de promover melhorias nos que já existem, como é o caso de Estância, que está em situação precária. Ao invés de ampliar o atendimento, cuidar do bem-estar, da saúde do servidor e de suas família, o Governo Belivaldo Chagas está restringindo este atendimento apenas a Aracaju, o que é extremamente grave”, analisa o vice-presidente do SINTESE .

O professor Roberto Silva alerta ainda para o fato de que o fechamento do serviço no interior pode resultar em uma saída em massa do IPESAÚDE por parte dos servidores. “Caso isso ocorra, o IPESAÚDE não terá condições de se sustentar, o que seria uma tragédia social para o conjunto dos servidores estaduais. Por isso, esperamos que a Alese tome uma atitude em defesa do IPESAÚDE, e diga não a precarização e ao fechamento do serviço”, coloca.

Déficit na previdência mais uma vez é usado como desculpa

A desculpa usada por Belivado Chagas para sangrar o IPESAÚDE é o déficit da previdência estadual.  Mas o fato é que se o Governo do Estado pagasse corretamente a parte patronal não haveria qualquer necessidade de uma manobra, que mais uma vez, quer jogar a conta no colo do servidor publico estadual e reduzir direitos. Estudo feito pelo Dieese aponta que no ano de 2020 o Governo de Sergipe deixou de depositar no Fundo de Previdência do estado mais de 341 milhões de reais.

“A solução do problema da previdência passa longe da venda os prédios do IPESAÚDE no interior. O problema da previdência está no fato do Governo do Estado não está depositando corretamente a parte patronal. Neste sentido, é preciso que os órgão de controle tomem uma atitude urgente e não permitam que Belivaldo continue a jogar o “suposto” déficit da previdência de Sergipe nas costas dos servidores”, cobra o vice-presidente do SINTESE 

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