Hoje vamos falar, mais uma vez, sobre a reforma administrativa, a famigerada PEC 32. E por qual motivo nós insistimos nessa questão, você pode estar se perguntando. A resposta é simples: não é possível que um país inteiro, segundo a estimativa do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, com 213,3 milhões de habitantes, esteja errado e apenas uma pessoa, o Presidente da República Jair Bolsonaro, esteja com a razão.

A PEC 32, é mais um atentado contra a vida de brasileiros e brasileiras patrocinado por Bolsonaro. Precisamos lembrar que seu negacionismo durante a pandemia já matou mais de 600 mil pessoas. Desta vez o terrorismo vem por meio de uma reforma administrativa. Sim, pois além de destruir o serviço público, vai colocar em risco a vida de milhões de pessoas que precisam dele. Será um extermínio lento e doloroso e, talvez, muita gente só vai perceber quando estiver nas últimas e precisar de um hospital e não tiver dinheiro para pagar um plano de saúde.

É isso mesmo! Se hoje você superou a propaganda enganosa contra vacina feita por Bolsonaro e está totalmente imunizado contra a covid-19, com duas doses, agradeça ao SUS, que, aliás, é um modelo de sistema de saúde invejado por todo o mundo e, com a reforma administrativa, poderá desaparecer. Você sabia?

Caros companheiros e companheiras, de onde nada se espera é que não vem nada mesmo. Bolsonaro é um exterminador de futuro. Tudo o que ele faz, e até mesmo o que deixa de fazer, visa, única e exclusivamente, o seu bem próprio e de sua família. Não podemos nem colocar nesse pacote os seus seguidores, pois, como vocês já perceberam, para salvar a própria pele ele já deixou um monte deles na rua da amargura ou, ainda pior, na cadeia.

Mas, voltemos a PEC-32. A Proposta de Emenda à Constituição, PEC 32, do Poder Executivo, altera dispositivos sobre servidores e empregados públicos e modifica a organização da administração pública direta e indireta de qualquer um dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. A ideia é dar início a ampla reforma administrativa com efeitos no futuro, começando pelo congelamento de salários e com o fim da estabilidade de servidores em várias áreas.

Agora, pense você, o que acontecerá com um funcionário público sem estabilidade no emprego? Ora, é simples, ele não mais vai poder apontar os desmandos nas administrações, pois correrá o risco de perder o emprego. É bom lembrar que a CPI da covid-19 só está acontecendo porque um funcionário impediu uma transação esdruxula que causaria um prejuízo de bilhões de reais aos cofres públicos. Além do mais, são os servidores públicos que garantem que todos os serviços sociais, de obrigação do Governo, cheguem à população.

Ah, mas nada é tão ruim que não possa piorar com a reforma administrativa. Se ela for aprovada os políticos vão poder fazer o que quiserem com a máquina pública, contratar e demitir funcionários a hora que quiserem, por exemplo. Com isso, os pistolões e os trens da alegria – lembram-se deles? – estarão de volta.

Tem mais? Claro que sim! A PEC 32 além de comprometer serviços essenciais à população, propõe a redução do Estado. Isso significa mais privatizações. As privatizações dos Correios e da Eletrobrás são reflexos desse processo.

E todos os setores da administração pública serão atingidos por essa reforma administrativa? Claro que não. Se isso acontecesse haveria um princípio de isonomia, estado dos que são governados pelas mesmas leis. Porém, na reforma administrativa, de Jair Messias Bolsonaro, igualdade é uma palavra que que não existe. Sendo assim, os parlamentares, o legislativo, os magistrados, os procuradores, o Ministério Público, não estão incluídos na PEC.

Nós, do Sintese, estamos firmes na luta para barrar a PEC 32. Por esse motivo professoras e professores sergipanos se juntaram aos demais servidores públicos no aeroporto de Brasília, no dia 05 de outubro, para recepcionar os deputados federais em mais um ato contra a reforma administrativa. Venha com a gente você também. Precisamos impedir mais esse atentado de Bolsonaro contra o Brasil. Se cada um fizer a sua parte a gente o país inteiro. Fora Bolsonaro!

Sintese: somos muitas, somos muitos, somos fortes.