Ensino Médio em semestres letivos prejudica estudantes e professores

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Organizar o Ensino Médio em semestres letivos é prejudicial aos estudantes e também aos professores. Essa é uma das conclusões dos estudos feitos pelo SINTESE na Matriz Curricular apresentada pela Secretaria de Estado da Educação, da Cultura e do Esporte – Seduc.

Mas por que o sindicato faz tal afirmação?

Desde 2016, quando o governo golpista de Michel Temer publicou a Medida Provisória e que em 2017 virou lei que mudou o Ensino Médio, o SINTESE tem feito análises e debates de que tal mudança, na sua essência, é um retorno aos moldes do Ensino Médio da época da ditadura militar. Isso porque, apesar de haver ampliação de horas, não há uma ampliação de conteúdo, mas sim de redução.

Verificando a oferta dos componentes curriculares do terceiro ano do Ensino Médio, percebe-se que no momento onde os estudantes mais precisam da formação integral (na perspectiva de prestarem o Enem), ela estará fragmentada e, consequentemente, sendo negada aos alunos e alunas das escolas públicas estaduais.
Isso sem contar com a carga horária dos educadores, que não estará garantida.

Sindicato alerta

Em lives, reuniões e oficinas (veja AQUI), o sindicato tem alertado que o “Novo Ensino Médio”, da forma que está sendo apresentado pela Seduc vai afetar, fortemente, a carga horária dos educadores, fazendo com que os professores e professoras tenham que trabalhar em diversas unidades de ensino.

Com objetivo de evitar esse prejuízo para estudantes e docentes o SINTESE orienta que as escolas, no exercício da autonomia garantida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, construam suas matrizes curriculares mantendo a oferta anual do Ensino Médio conforme proposta construída pelo sindicato.

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