No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.

Isso, no momento atual em que vivemos, todos nós brasileiros, não é somente uma poesia de Carlos Drummond de Andrade e sim a mais profunda tradução de um período político com o qual nos deparamos.

Íamos bem em nosso caminho. Prosperávamos a olhos vistos. Tínhamos estabilidade econômica; comida a mesa; uma moeda estável; o preço dos combustíveis não subia semanalmente; a inflação estava controlada. Tínhamos, também, um projeto social firme e sustentável, que por meio de uma engenharia política e financeira se mantinha sem ter que retirar dinheiro de outros setores e não precisava dar calote em ninguém. O povo não precisava trocar o gás de cozinha pela lenha ou álcool na hora de preparar sua alimentação. O pobre tinha direito a comer e não precisava revirar a caçamba do caminhão do lixo procurando alimento para se sustentar. Quem governava estava comprometido com a vida da população e não com o fim dela.  

Éramos felizes e não sabíamos quando, de repente, encontramos uma pedra em nosso caminho. E essa pedra tem nome: Jair Messias Bolsonaro. Um presidente que fez arminha com os dedos e “desalmou” uma nação. Um ser perverso e desumano. Um genocida que já matou mais de 600 mil pessoas.  Sinônimo de tudo o que é ruim. Bolsonaro, assim como Talos, do filme “Os Vingadores”, tem uma só missão: destruir o mundo em que vivemos. Veja o que ele está fazendo com o serviço público por meio da PEC 32.

Desde o início da tramitação da PEC 32, os defensores da proposta têm reafirmado a necessidade de um ajuste fiscal nas contas do governo. Com a bandeira da “economia” e “redução de privilégios”. No entanto, a matéria realizada pelo jornal Folha de São Paulo, no dia 14 de outubro, deixa claro a fragilidade destes argumentos. O texto demonstra que o governo teria outras soluções se o interesse realmente fosse buscar outras fontes para subsidiar os gastos com o funcionalismo e serviços públicos.

Na realidade, o que realmente está por trás da PEC 32 é o desmonte do Estado e sua entrega à iniciativa privada para contemplar a sua promessa de campanha, retribuir o dinheiro investido a seus financiadores e, consequentemente, bancar sua sustentabilidade política, caso ele, Bolsonaro, consiga deixar o Governo e não ir diretamente para a cadeia. Mesmo assim, vai precisar de dinheiro para pagar seus advogados, é ou não é?

Porém, assim como Talos, Bolsonaro também encontrará os vingadores, que seremos nós. Nas urnas, em 2022, vamos colocar fim a esse filme de ação de péssima categoria chamado bolsonarismo e salvar a nação brasileira de seu pior inimigo. Sabemos que teremos que reconstruir um país, mas, não faz mal, somos super-heróis e vamos, juntos, vencer esse vilão e assim retirar essa pedra do meio do nosso caminho e, para o bem de todos nós, tomara que jamais nos esqueçamos desse acontecimento na vida de nossas retinas tão fatigadas.

Sintese: somos muitas, somos muitos, somos fortes.