SINTESE se reúne com diretor-presidente do Ipesaúde para reivindicar melhorias no atendimento

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Dirigentes do SINTESE se reuniram em audiência, nesta segunda-feira, dia 8, com o diretor-presidente do Ipesaúde, George Trindade, para cobrar melhorias e levar demandas de professores e professoras usuários do plano de saúde do servidor público estadual.

O primeiro ponto de pauta tratado, e de grande preocupação por parte do Sindicato, foi sobre a venda dos prédios do Ipesáude no interior do estado e o possível fechamento das unidades naquelas localidades. O diretor-presidente do Ipesaúde esclareceu que os prédios colocados à venda são aqueles que não estão em funcionamento e que nenhum prédio onde hoje há atendimento do Ipesaúde no interior será fechado.

Colocou ainda que a unidade de Estância já está em processo de licitação para passar por reformas e que também será restruturado o atendimento odontológico. Já a unidade de Simão Dias será reformada e reaberta.

Novos convênios e vaga no conselho

Outro ponto abordado pelo SINTESE foi com relação à ampliação do convênio com clínicas no interior do estado, que ofereçam exames e consultas de maior complexidade. Os dirigentes do Sindicato colocaram que muitas vezes professores e professoras que moram em cidades do interior têm que se deslocar até Aracaju para fazer um determinado exame ou consulta, sendo que na sua região existem clínicas que poderiam suprir esta demanda, mas que não são conveniadas ao Ipesaúde. Os gastos com deslocamento para esses professores e professoras são altos, ainda mais em um cenário de empobrecimento da categoria, que pena há oito anos sem receber a revisão salarial assegurada por Lei.

George Trindade garantiu que o processo de credenciamento de novas clínicas no interior já vem sendo estudado pelo Ipesaúde e que no máximo até a primeira quinzena de fevereiro de 2022 o processo de credenciamento já terá sido concluído e o serviço começará a ser prestado no interior.

O vice-presidente do SINTESE, professor Roberto Silva, colocou durante a audiência a necessidade de mudança da composição do Conselho do Ipesaúde para que haja entre os membros representantes dos servidores públicos.

“Essa é uma reivindicação antiga nossa. Vemos como de extrema importância a participação de representantes de servidores públicos compondo o conselho, não só no sentido de fiscalizar, mas também no sentido de ser um canal direto de diálogo com a gestão do Ipesaúde para trazer as demandas e necessidades dos servidores. Solicitamos ao diretor-presidente do Ipesaúde que dialogue com o Governador Belivaldo Chagas para que seja enviado a Assembleia Legislativa um projeto de lei que inclua a participação de representes dos servidores no Conselho. A ideia é que esses representantes sejam indicados pelas centrais sindicais, dentro das categorias que hoje são usuárias do Ipesaúde”, explica, Roberto Silva.

Perícia médica e especialidades médicas

Outra demanda que tem chegado ao SINTESE por parte de alguns professores é a demora no processo de perícia médica. O diretor-presidente do Ipesaúde disse estar ciente da situação e que este processo é fruto de uma demanda represada, por conta da pandemia de Covid-19, mas que estão tentando dar celeridade aos atendimentos.

Os dirigentes do SINTESE também trataram sobre a falta de algumas especialidades médicas no atendimento do Ipesaúde, a exemplo de geriatria, mastologia e dermatologia. Mais uma vez o diretor-presidente se colocou como ciente do fato e falou que estão buscando novos credenciamentos de médicos nessas áreas de especialidades.

“É uma queixa recorrente entre professores e professoras sobre a falta dessas especialidades médicas. Para nós aposentadas, que além de estarmos sete anos sem a revisão do piso salarial e ainda sofremos com o cruel desconto de 14% de nossas aposentadorias feito pelo Governo do Estado, fica inviável nos comprometer com outros gastos médicos para além do que já pagamos ao Ipesaúde. Por isso, esperamos que este problema possa ser solucionado o quanto antes. Esperamos também que tudo que foi dito aqui hoje seja cumprido. Acreditamos no Ipesaúde, esse é um patrimônio do servidor público estadual e o SINTESE seguirá defendo e sempre que necessários cobrando de seus gestores melhorias para os usuários e usuárias”, afirma a diretora do departamento de aposentados do SINTESE, professora Maria Luci.