Confira na íntegra o programa do último sábado (20/11)

Jair Bolsonaro afirmou, esta semana, depois de ter sido acusado de ter influenciado a confecção das perguntas do ENEM, deste ano, que o vestibular teria a cara do seu Governo. Isso é impossível. Sabe por quê? Porque não há como dar uma cara ao Governo de Bolsonaro.

Se fosse um quadro, o Governo de Bolsonaro colocaria “Guernica”, famoso quadro de Picasso, que mostra o sofrimento, a dor, a angústia, o pânico, a aflição e a tristeza do povo espanhol da cidade de Guernica que sofreu um bombardeio no ano de 1937, como desdobramento da Guerra Civil Espanhola, chinelo. O quadro “O Grito”,  obra-prima do pintor norueguês Edvard Munch, não passaria de uma aquarela infantil, se comparada ao pânico que o Governo de Bolsonaro promoveu no Brasil. Nem  tela de Francisco Goya “Saturno devorando seu filho”, pertencente à série das “Pinturas Negras”, que mostra um acontecimento inspirado na mitologia, quando Saturno devora um de seus filhos para evitar que eles o derrubasse, chegaria perto. Muito menos o quadro “Estudo do Retrato do Papa Inocêncio X segundo Velázquez”, de Francis Bacon, que evidência de maneira distorcida e sombria, a ansiedade e aflição da época pós-guerra na Europa, se aproximaria. “Dante e Virgílio”, pintura inspirada em uma curta cena da seção “Inferno” da obra “A Divina Comédia” ,de Dante Alighieri, situada no oitavo círculo do inferno composto por falsificadores e fraudadores, perto do retrato do Governo de Bolsonaro, pareceria tirinha de gibi.

Nem mesmo se tivéssemos o poder de fazer reviver os maiores e mais talentosos artistas plásticos da humanidade como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Rafael, acreditamos, nem mesmo eles, seriam capazes de  retratar algo tão horripilante.

Nada pode retratar tanto horror e iniquidade.  O Governo de Bolsonaro,  transcende a razão humana, ele é o pesadelo do diabo. É a mais perfeita tradução da banalidade do mal. Nada pode ter a cara de seu governo, a não ser o espelho no qual ele se olha.

Sitese: somos muitas, somos muitos, somos fortes.

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