Prefeitura de Gararu não abre diálogo e deixa educação no abandono

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Escolas abandonadas, professores e professoras desvalorizados, falta de diálogo e promessas não cumpridas.  É dessa forma que a prefeita de Gararu, Gilzete Dioniza de Matos (conhecida como Zete de Janjão), tem tratado a educação municipal.

O ano de 2021 foi duro para professores, professoras e estudantes de Gararu. As escolas do município estão abandonas e não houve por parte da prefeitura qualquer sinalização no sentido de assegurar reformas para melhorar as estruturas dos prédios das escolas municipais que hoje são precárias.

No decorrer do ano, a prefeitura distribuiu apenas uma vez o kit de alimentação escolar entre os estudantes que estavam realizando as atividades escolares em suas casas, devido a pandemia de covid-19.

A garantia de manter a alimentação escolar enquanto as aulas presenciais não fossem retomadas, divido a pandemia de covid-19, está prevista pela Lei 13.987, publicada em 07 de abril de 2020. Diante das condições vulneráveis de muitas famílias do município, a prefeita não poderia ter se furtado e nem ignorado uma Lei que garante o acesso à alimentação escolar a crianças e adolescentes porque, mais que legalidade, estamos falando de vidas, estamos falando de fome e a fome não espera.

Falta valorização e falta diálogo

Com relação à valorização de professores e professoras, a prefeita, Zete de Janjão, também segue ignorando a Lei e não cumpriu com o pagamento da revisão do piso salarial de 2020. Durante todo ano, a prefeita prometeu a professores e professoras que apresentaria uma proposta para a categoria sobre o pagamento da revisão salarial, mas já estamos em dezembro e nada foi apresentado.

Além disso, a promessa de enviar o Plano de Carreira do Magistério gararuense para ser apreciado e aprovado pela Câmera de Vereadores também não foi cumprida.

É sempre importante lembrar que o piso salarial é assegurado a professores e professoras da rede pública de todo o Brasil desde 2008, através da Lei Nacional 11.738, que é taxativa ao afirmar que a revisão deve ser garantida anualmente, sempre em janeiro.

A falta de diálogo também tem sido uma característica marcante da gestão da prefeita Zete de Janjão. Embora o SINTESE já tenha feito diversas tentativas para que uma audiência seja marcada entre os representantes do magistério e a prefeitura, o canal de diálogo foi completamente fechado pela prefeita que não atende mais a professores e professoras.

 “O ano de 2021 está encerrando e quando olhamos para trás e fazemos um balanço sobre a educação de Gararu o que vemos é abando e desrespeito a professores, professoras, estudantes e a suas famílias. Temos a clareza que uma gestão municipal que não respeita a educação, não respeita a população. Esperamos que a prefeita, Zete de Janjão, não queira que a marca da sua gestão seja o desrespeito. O SINTESE segue aberto ao diálogo”, afirma o coordenador do SINTESE na região Sertão do estado, professor Cloverton Santos.