Confira na íntegra o programa do último sábado (11/12)

A justiça quando vai na contramão de seu dever provoca um abalo sísmico na estrutura social e faz a confiança no sistema desmoronar. Um exemplo claro dessa ideia foram os danos que a Lava-Jato, sitiada na República de Curitiba, provocou no Brasil. Ancorada por princípios escusos, que só depois vieram à tona, alguns juízes tentaram defenestrar da história de dezesseis anos de sucesso de um Governo de esquerda, para colocar em seu lugar um pulha de direita que em quatro anos transformou nosso país em uma terra arrasada.

A Lava-jato não tentou destruir somente as carreiras políticas de Lula e Dilma, ela também tentou destruir o país, pois durante seu curso aniquilou 4,4 milhões de empregos nos mais variados setores e fez com que R$ 172,2 bilhões deixassem de ser investidos no Brasil, 40 vezes mais que os R$ 4,3 bilhões que ela alegou ter recuperado aos cofres públicos.

Vamos trazer a discussão para nosso quintal, para facilitar o entendimento do que estamos tentando discorrer. Todos sabem, pois está sendo cotidianamente divulgado pela imprensa de Sergipe, que os professores estão lutando para receber de volta um dinheiro que foi ilegalmente subtraído de suas contas durante o Governo de Albano Franco.

Muito bem, essa causa já foi ganha pela categoria. O dinheiro já está depositado na conta da justiça, mas o último lote dessa dívida está emperrado, porque a justiça ainda discute como deve ser o seu processo de pagamento. Essa discussão, pasmem, já dura um ano.

O mais curioso neste caso é que em outros dois processos também relacionados ao redutor salarial, conhecidos como “primeiro” e “terceiro” lotes do redutor, os quais o SINTESE também representou na justiça professores e professoras, já foram pagos. A justiça depositou o dinheiro na conta do SINTESE que repassou os pagamentos aos professores.

O que é difícil de entender é como, dois lotes foram pagos sem nenhum questionamento e, agora, mais de quatro mil professores, para ser mais exato, quatro mil setecentos e oitenta e seis professores e professoras, que compõem o último lote, juntamente com o sindicato que os representa, têm que passar por esse constrangimento. Estão mudando as regras do jogo com a partida em andamento. Essa mudança causa estranheza e gera desconfiança.

Por isso carece de perguntar: o que é justiça nesse país, afinal? Quem a faz? Do que ela é feita? Ela deve ser boa ou ruim? Na nossa concepção, a justiça não deve fazer juízo de valores. Não tem que ser boa nem ruim. Justiça é para ser justa. O que foi determinado por lei não se discute, se cumpre.

Se começarmos a questionar a legitimidade da justiça. Se formos convencidos de que em um Estado democrático de direito a lei tem lado, assistiremos ao rompimento do tecido social, pois a justiça é o cimento que uni e mantém coeso Estado e cidadãos. E aí, companheiros e companheiras, cairemos na vala comum do: “manda quem pode e obedece quem tem juízo”.

Por isso, o Sintese espera, e confia, que o TJ de Sergipe fará justiça e devolverá, de imediato, aos professores esse recurso, na decisão que será tomada na próxima segunda-feira, dia 13 de dezembro, quando estaremos em vigília, aguardando o resultado desse processo que já se arrasta por, quase, 17 anos.

Sintese: somos muitas, somos muitos, somos fortes.