Gararu: magistério cobra que prefeitura discuta reordenamento de rede com a comunidade escolar

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Em assembleia realizada na última quarta, 23, os professores e professoras deliberaram que vão cobrar da gestão da prefeita Gilzete Dioniza de Matos (conhecida como Zete de Janjão) que o processo de reordenamento da rede municipal de ensino seja feito de forma coletiva, discutindo com a comunidade escolar (estudantes, pais, mães, responsáveis, professores e professores) e não de cima para baixo (a prefeitura e a secretaria municipal de Educação ditando as regras).

Outra situação que os docentes cobram da administração municipal é o retorno do diálogo sobre a implementação do Plano de Carreira do Magistério não ter avançado no município. Já há, inclusive uma proposta, é preciso que a prefeita Zete encaminhe para a Câmara de Vereadores.

A categoria “comemora” a conquista da atualização do piso salarial referente ao ano de 2016 que foi paga em fevereiro. Mas, compreende que o debate precisa avançar e muito. Vale lembrar que a lei do piso (Lei Federal 11.738/2008) estabelece que os salários dos professores e professoras devem ser atualizados anualmente no mês de janeiro. Já estamos em 2022 e em Gararu somente agora se recebe os valores referentes a 2016.

E tal defasagem não se deve a falta de recursos, mas sim de vontade política das administrações. Estudos realizados pelo SINTESE comprovam que o município poderia ter feito as atualizações. Agora com as mudanças provocadas pela transformação do Fundeb em política permanente, o município de Gararu foi contemplado com uma nova fonte de recursos, possibilitando a atualização conforme a lei.