Dois anos sem o bloco da CUT/SE Siri na Lata pelas ruas de Aracaju

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Por causa da pandemia, mortes e crescente contaminação, o Bloco de Carnaval da CUT Sergipe não vai desfilar, mas, depois do Carnaval, tem muita luta por aí

Escrita por Iracema Corso – CUT/SE

Ai que saudade do bloco Siri na Lata, o bloco de carnaval da Central Única dos Trabalhadores (CUT/Sergipe)! Já são dois anos de saudade, devido à pandemia da Covid-19. Mais uma vez não vamos espalhar o som do frevo fervendo pelo Centro de Aracaju para lembrar que a luta não para nem no Carnaval.

Toda sexta-feira de Carnaval, no turno da manhã, as trabalhadoras e trabalhadores de Sergipe tem diversão certa no Bloco Siri na Lata. O ponto de partida é a Pça Fausto Cardoso e o cortejo vai pelas ruas do Centro.

Neste ano, se o Siri na Lata fosse desfilar nas avenidas de Aracaju, o que não iria faltar era pauta de luta sindical. A insatisfação dos trabalhadores da saúde do município de Aracaju estaria estampada em cartazes na avenida. No dia 7 de março eles farão uma paralisação unificada para cobrar a reposição salarial que não têm desde 2016.

Com salários congelados e perdas acumuladas em torno de 30%, os servidores públicos federais preparam greve nacional unificada para o dia 9 de março. A mobilização dos sindicatos é por valorização e para derrotar a Reforma Administrativa que ameaça o serviço público de destruição.

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, sempre é marcado por protestos e manifestações em todo o planeta para derrotar o machismo, o feminicídio e todas as formas de violência contra a mulher. Ou seja, não falta bandeira de luta para o Siri balançar pelas avenidas de Aracaju. E depois do Carnaval vem muita manifestação por aí.

Como Frear a Pandemia em pleno Carnaval?
Ainda mais no Brasil que respira e sonha carnaval, a tarefa de cancelar mais uma vez a folia carnavalesca não é fácil, mas é necessária. O secretário de Cultura da CUT/SE, Jean Marcel, ressaltou que seria uma incoerência muito grande a CUT chamar o carnaval e aglomerar neste momento.

“A gente sabe que a pandemia não acabou, ela continua ceifando vidas, inclusive dizem que esta variante é menos letal, mas eu discordo, a situação é diferente: a maioria da população já está vacinada, seja com duas doses ou três doses, mas de fato o risco continua”, explicou Marcel.

O cuidado do secretário de Cultura da CUT Sergipe faz todo o sentido. Segundo o Boletim Epidemiológico do Coronavírus (Covid-19), publicado no dia 23, quarta-feira, Sergipe registrou só naquele dia: 352 novos casos de Covid-19 e quatro óbitos. No total em Sergipe, 319.730 pessoas testaram positivo para a doença e 6.234 morreram.

“O Siri na Lata tem uma importância muito grande. É o momento em que a gente consegue levar a crítica para a sociedade de forma lúdica e bem humorada, uma reflexão ou até mesmo o deboche fazem parte deste desfile irreverente. Para os trabalhadores do comércio, a população que está no Centro e lideranças sindicais, o Siri na Lata atrai, diverte e gera a reflexão política. Mas o momento que a gente está vivendo não permite isso. A preservação da vida e a saúde das pessoas vêm primeiro”, acrescentou Marcel.

Ficou interessad@ em saber mais sobre a história do Siri na Lata? Acessa o link e leia mais!