Neópolis: professores fazem vigília e exigem pagamento da revisão do piso

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Amanhã, dia 09, às 8h30, os professores e professoras de Neópolis realizam vigília em frente a prefeitura.

A vigília é para cobrar da gestão de Célio Lemos que marque audiência o mais breve possível para discutir a contraproposta apresentada pelos professores em assembleia.

A situação salarial do magistério neopolitano é extremamente grave, as perdas já ultrapassam 100% tornando o salário do magistério de Neópolis um dos mais baixos de Sergipe.

A proposta apresentada pela prefeitura é de apenas 5%, em assembleia os educadores rechaçaram o percentual e contrapropuseram que, pelo menos, o percentual de 2020 (de 12,84%) fosse aplicado e os demais percentuais serem negociados.

“A categoria está empobrecida, pois as gestões ignoram e não cumprem a lei do piso e não valorizam as professoras e professores dos filhos do povo de Neópolis. Só estamos reivindicando o que é nosso direito, por lei”, afirma Jociene Amorim, da coordenação da subesede Baixo São Francisco II e professora em Neópolis.

Não é falta de recursos, mas de vontade política

Estudos feitos pela assessoria financeira mostram que há condições financeiras de fazer a atualização do piso, pois é sempre bom lembrar que a lei do piso é do ano de 2008 e estabelece que anualmente, no mês de janeiro, os salários do magistério devem ser atualizados conforme os percentuais.

O que tem faltado aos gestores neopolitanos é vontade política de valorizar os educadores e educadoras. O sindicato, os professores e professores estão sempre abertos ao diálogo e na busca por soluções, mas é preciso também que a administração faça a sua parte.