Magistério da rede estadual paralisa dias 22, 23 e 24 de março

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Na luta pela reajuste do piso para ativos e aposentados sem incorporações, retirada de direitos e paridade professores paralisam atividades por três dias.

A decisão foi tomada em assembleia realizada na manhã desta quarta, 16, em plena praça Fausto Cardoso, onde o magistério da rede estadual e municipais participou de ato pelo dia nacional de luta em defesa da Educação e do Piso do Magistério.

O projeto já está na Assembleia Legislativa, mas ainda não foi distribuído aos deputados e deputadas e, consequentemente, o sindicato ainda não teve acesso ao texto do projeto.  

Mas, de acordo com e- mail assinado pelo superintendente da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura – Seduc, para a direção do SINTESE, a proposta é uma manobra que desmonta direitos do magistério, como incorporação da Regência de Classe e das gratificações de Atividade Pedagógica I e Atividade Pedagógica II e congelamento do triênio da Gratificação por Atividade em Tempo Integral – GATI, além de pagar um abono que não tem garantia legal e acaba em dezembro de 2022.

O governo também ataca de morte os aposentados que já vem sendo massacrados com desconto dos 14%, o que foi apresentado é um reajuste de 10,16%. Por conta disso, nega o direito a Paridade entre ativos e aposentados.

Diante desse cenário de desmonte os professores e professoras decidiram paralisar as atividades nos dias 22, 23 e 24 de março e manter a vigília permanente na praça Fausto Cardoso a partir das 9h da terça-feira, dia 22.

“O que está em jogo é a nosso piso, é a nossa regência, é o nosso triênio, a morte dos aposentados.  Por isso vamos ocupar a praça Fausto Cardoso, a partir de terça estaremos em vigília permanente. E não vamos arredar o pé na luta por revisão do piso para todas e todos no vencimento e pela paridade com aposentados”, disse Ivonete Cruz, presidenta do SINTESE.

Foi definida também campanha na mídia desmascarando as mentiras do governo do Estado e cobrando dos deputados estaduais que não destruam os direitos dos professores ativos e aposentados.

Manobras do governo Belivaldo Chagas

Ainda ontem o governo em uma tentativa de confundir os professores e também de colocar a sociedade sergipana contra o magistério publicou, nas redes sociais, uma tabela onde afirma que o projeto só trará benefícios para os professores e professoras da rede estadual.

Mas, ele “esquece” de mencionar que essa tabela é baseada em:

Incorporação das gratificações de Regência de classe, Atividade Técnica Pedagógica I e Atividade Técnica Pedagógica II, com o congelamento do triênio e de um abono temporário (que só valerá entre janeiro e dezembro de 2022) e de uma atualização de 10,16%.

Para os aposentados aplicação de um percentual de 10,16%. Em um cenário onde os aposentados já tem um desconto de 14%, esse índice sequer cobre o que tem sido retirado das aposentadorias desde abril de 2020.

Para os professores que atuam nas escolas em tempo integral ainda há o congelamento da Gratificação por Atividade em Tempo Integral – GATI.

Vale lembrar que o percentual de atualização do piso do magistério para 2022 é de 33,24%.

“O que o governo do Estado apresenta é uma manobra maquiavélica para ‘fingir’ que aplica a revisão do piso quando na verdade retira direitos conquistados com muita luta e o pior, pretende colocar a sociedade sergipana contra a luta do magistério”, disse Roberto Silva dos Santos, vice-presidente do SINTESE.

Adiamento das eleições do SINTESE

Considerando toda a situação, a assembleia também definiu o adiamento das eleições do sindicato que estavam marcadas para o período de 21 a 25 de março. A nova data aprovada é entre 04 e 08 de abril.