Dia 22, SINTESE realiza ato para lembrar a destruição dos direitos do magistério da rede estadual

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Na sexta, os professores da rede estadual realizam mesvesário dos projetos da degola e da pá de cal na carreira do magistério

Na sexta, dia 22, a partir das 8h no calçadão da Rua João Pessoa, em frente ao antigo Bingo Palace, professoras e professores da rede estadual realizam mesvesário dos projetos que destruíram o plano de carreira do magistério.

O ato é para lembrar a sociedade sergipana de que os professores e professoras não vão esquecer o desserviço que o governo Belivaldo Chagas e 14 deputados e deputadas estaduais prestaram para a Educação sergipana.

“Não vamos esquecer o que o governador Belivaldo e os parlamentaram fizeram não só para o magistério, mas para toda a política educacional estadual. E estaremos nas ruas, nos meios de Comunicação e nas redes sociais lembrando a sociedade”, disse Ivonete Cruz, presidenta do SINTESE.

Intitulados de pá de cal e degola da carreira do magistério, as leis aprovadas no dia 22 de março são um marco na desvalorização profissional de quase 10 mil professores e professoras que atuam nas escolas e nos órgãos vinculados ao Estado.

No fatídico dia, integrantes do magistério e demais servidores públicos encheram a praça Fausto Cardoso e ocuparam as vias públicas em frente à Assembleia Legislativa para dialogar com os deputados estaduais no sentido de evitar mais um retrocesso.

Infelizmente, 14 parlamentares seguiram os ditames do governo Belivaldo e ignoraram os apelos de educadores e educadoras em atividade e aposentados e destruíram direitos conquistados com muita luta e ampliaram massacre contra aposentados e aposentados do magistério.

Com a aprovação, os educadores perderam a regência de classe, tiveram o triênio congelado para parâmetros de dezembro de 2021, perderam a valorização através do tempo de serviço e por formação e ao invés de terem o reajuste previsto na lei do piso de 33,24% tiveram 10,16% e um abono que só dura até dezembro deste ano.

A propaganda veiculada pelo governo tentou maquiar o massacre, mas o que se viu na tabela publicada depois da aprovação dos projetos foi que independente de tempo de serviço e formação profissional, os integrantes do magistério terão o mesmo vencimento inicial de R$4.451,14.

“Em uma profissão onde o acúmulo de conhecimento é primordial para sua execução, o governo do Estado diz ao magistério e a sociedade sergipana que fazer pós-graduação, mestrado, doutorado são irrelevantes no fazer pedagógico, desestimulando toda uma geração de docentes. Os prejuízos para o conjunto da Educação serão imensos”, afirma Ivonete.

O massacre aos aposentados e aposentadas se aprofunda, pois só foi aplicado um índice de 10,15% ao invés dos 33,24% conforme a lei do piso.

“É uma política de morte, pois além de estarem sem reajuste há anos, amargarem um desconto de 14% em suas aposentadorias ainda têm que conviver com direitos destruídos e um índice que sequer cobre os prejuízos”, disse a dirigente.