Professores e professoras de Carmópolis seguem em luta pelo piso

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Professores e professoras de Carmópolis ainda seguem esperando por uma proposta efetiva por parte da gestão municipal para o pagamento do piso salarial de 2022. A gestão municipal recebeu em audiência a Comissão de negociação do SINTESE, na última terça-feira, dia 10.

Após muita discussão, ficou acordado que no mês de julho, a gestão, que tem a frente a prefeita Esmeralda Cruz, iria novamente abrir negociação para o pagamento do piso salarial de 2022. Além do piso, a gestão municipal se comprometeu a pagar as férias atrasadas dos professores e professoras, do ano de 2022.

A proposta foi dividir em parcelas o pagamento do 1/3 e do 1/6 feriais, da seguinte forma:

1/3Ferial: será divido em três parcelas a serem pagas em maio, junho e julho de 2022

1/6 Ferial: será dividido em duas parcelas a serem pagas em agosto e setembro de 2022

Logo após a audiência, houve assembleia dos professores e professoras. Todas as propostas foram colocadas para categoria, votadas e aprovadas.

Os professores e professoras encaminharam também ações para o fortalecimento da luta pela atualização do piso salarial. São elas: Vestir a camisa do SINTESE um dia por semana, alternando-o; vigília no dia 01 de julho para cobrar audiência com a gestão municipal e iniciar a negociação do pagamento do piso salarial de 2022 e estado permanente de assembleia.

“Os professores e professoras de Carmópolis seguem mobilizados e prontos para a luta. Em todos os espaços sempre ressaltamos que o pagamento do piso não é uma ‘benevolência’ feita pelo gestor municipal, mas sim uma Lei e que deve ser cumprida. Esperamos que a prefeita de Carmópolis se mantenha dentro da Lei e cumpra com o pagamento da revisão do piso salarial para professores e professoras”, coloca a diretora do SINTESE, que acompanhou a audiência e a assembleia dos professores e professoras de Carmópolis, professora Lourdes Mendonça.

Perda de matrículas

Foi tratado também durante a assembleia sobre o grave cenário de perda de matrículas na rede municipal de ensino de Carmópolis. Ao todo 400 alunos não se rematricularam na rede municipal. A perda de matrículas implica diretamente na redução de recursos para a educação do município

“O cenário é preocupante já que é uma conta simples: quanto menos estudantes matriculados menos recursos para a educação. E se há menos recursos todos são afetados, de professores a estudantes. A qualidade da educação fica fragilizada. Precisamos que a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, cumpra o seu papel e busquem onde estão estes 400 alunos, saibam o que ocorreu e por que eles não voltaram a se matricular na rede municipal. Além de, claro, buscar também novas matriculas”, avalia o coordenador do SINTESE na região do Vale do Cotinguiba, professor Gilvanir Mendes Júnior.