Caravana de luta do magistério estadual percorre quatro municípios para denunciar a política de Belivaldo

128

A luta não para. A caravana das professoras e professores da rede estadual percorreu quatro municípios nestes últimos dias. No sábado, dia 30 de julho, a caravana de luta passou pelas feiras livres das cidades de Areia Branca, São Domingos e Frei Paulo. Já na segunda, dia 01, os educadores e educadoras levaram o diálogo para a feira do município de Japoatã.

“Estamos vindo as feiras livres para lembrar ao povo sergipano o foi feito pelo governo do Estado apoiado por 14 deputados contra os professores e professoras da ativa e aposentados da rede estadual”, explicou presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.

Durante os atos nas feiras, além da conversa quase ao “pé do ouvido” também é distribuído um panfleto onde o sindicato relembra o que aconteceu no dia 22 de março.

Naquele dia, os professores e professoras, juntamente com demais servidores públicos do Estado, estavam em frente à Assembleia Legislativa – ALESE, buscando dialogar com deputados e deputadas para que eles não votassem no projeto, enviado pelo Governo do Estado, que acabava com vários direitos do magistério da rede estadual.

Para surpresa de todos, a ALESE estava cercada por policiais que impediram a entrada na que é conhecida também como “a casa do povo”. O sentimento naquele dia foi de indignação, pois servidores estaduais foram tratados como bandidos e não como trabalhadores e trabalhadoras que estavam exercendo o seu direito de luta por melhores salários e condições de trabalho.

Catorze deputados e deputadas estaduais ignoraram os apelos das professoras e professoras, da ativa e aposentados, e ajudaram o governo do Estado a acabar com direitos conquistados com muita luta. A Regência de Classe foi incorporada; o triênio foi congelado: como também a gratificação de professores e professoras que trabalham nas escolas de tempo integral e, achando pouco, o governo igualou o salário de todos que estão em atividade. Criou um abono sem base legal, que só vai durar até dezembro deste ano, e pago somente para os professores da ativa.

O golpe de Belivaldo Chagas não poupou os aposentados e aposentadas do magistério, pois a paridade (direito de atualização salarial) entre ativos e aposentados foi extinta.

Não vamos esquecer
Relembre os 14 deputados e deputadas que foram cúmplices de Belivaldo Chagas no massacre contra a carreira dos professores:
Luciano Pimentel, Vanderbal Marinho, Zezinho Guimarães, Janier Mota, Maísa Mitidieri, Adailton Martins, Garibalde Mendonça, Zezinho Sobral, Francisco Gualberto, Jeferson Andrade, Gracinha Garcez, Capitão Samuel, Goretti Reis e Luciano Bispo.

Cobrança nos municípios
Na passagem da caravana pelo município de Frei Paulo no sábado, o sindicato também cobrou que o prefeito Anderson Meneses, conhecido como Anderson de Zé das Canas, que receba o SINTESE para discutir a atualização dos valores do piso do magistério para 2022.

“É preciso que a administração receba o sindicato, pois a atualização do piso não é feita a partir da boa vontade do gestor municipal. É uma lei e ela deve ser cumprida, o prefeito de Frei Paulo não pode ignorá-la”, afirma a professora Rita de Cássia Santos, coordenadora geral da subsede Agreste.

Agenda de luta
As próximas paradas da caravana já estão marcadas. Dia 22 é a vez de Lagarto e dia 27 será em Japaratuba.

Se você mora em Aracaju e na região Metropolitana e quer participar das caravanas de luta, ligue para 2104-9800, solicite falar com o departamento de Base Estadual e deixe seu nome e contato telefônico.

Para quem mora nas demais regiões entre em contato com as subsedes. Para saber telefone de cada uma acesse https://www.sintese.org.br/2009/04/14/sub-sedes-regionais/